1.03.2008

Amor - Que diabo é isso?


Situação 1:


O marido chega em casa mais cedo, após um dia de trabalho cujo expediente fora encurtado devido a... alguma coisa que encurou o expediente naquele dia - sim, justo naquele dia. Ele enfia a chave na maçaneta e a gira silenciosamente. Ao entrar, percebe a luz de seu quarto acesa e a porta entreaberta, pela qual saem risinhos e gemidos. Cena clássica.


Transtornado, o marido abre aos poucos a porta e vê a sua mulher na cama com um amante.


*Congela a cena*


Ah, o assunto da vez é amor, certo? Então vamos analisar a cena descrita anteriormente.


Vamos supor que o marido em questão fosse alguem que realmente amasse a sua esposa: ele trabalha o dia inteiro pra ganhar uma boa grana e fazê-la feliz. Epa, eis o xis da questão. Para ele, amar significa justamente fazer o objeto de sua paixão, no caso, a esposa, feliz. Não que amar seja sempre isso mas, por enquanto, nessa primeira situação, nos limitaremos a isso.


Enfim, o homem vê a sua amada na cama com outro. Cena triste, não? Triste pra ele: a esposa está muito feliz, se esbaldando com o amante.


Agora, eu pergunto: se o objetivo do marido, ao amar sua esposa, é fazê-la feliz e, no caso, ela é feliz com o amante, não seria o certo, para ele, ser um corno manso e deixá-la ficar com o amante? Oras, não entorte a cara, amigo leitor: se o amor é um sentimento pelo qual transmitimos a felicidade às pessoas, então a lógica mostra-se pura e simples!


Vamos continuar assistindo a cena para ver o que acontece:


*Descongelando - caminho 1:*


O marido simplesmente não aguenta ver isso. Ele corre até as gavetas, abre a segunda e tira seu revólver de dentro dela. Num movimento rápido e impulsivo, tira a vida do amante. Fim.


Conclusão: A esposa ficou profundamente triste ao ver seu amante morto. Temos em mãos a dúvida: o que seu marido sentia, de fato, por ela? Se fosse um amor puro, não seria mais sensato ele deixar a esposa ser feliz?? Por que ele matou o amante, se para ele a felicidade da esposa era o que mais importava e ela era feliz naquele momento?? Claro, afinal ela era dele, só dele, e tinha a obrigação de ver a felicidade apenas nele.


Seria o amor um sentimento egoísta e falso, então?


*Descongelando - caminho 2:*


Com o coração tomado pelo ódio, o marido mata a sua esposa enquanto o amante foge. Fim.


Conclusão: O turbilhão no coração do homem o levou ao ódio. O ódio, ao contrário do que muitos pensam, não é o oposto do amor - é o sentimento mais próximo a ele - se é que ele existe, mas isso é outra história. Enfim, o homem mata a sua esposa, esquecendo completamente que a "amava" e que a queria fazer feliz. Sua ação fora impulsionada pela decepção de ver seu objeto de paixão traindo-o, afinal, ela era o seu amor, só dele. Foda-se o amante, a culpada é a esposa.


Seria o amor um sentimento egoísta, fraco e vingativo, então?


*Descongelando - caminho 3:*


O marido, sem fazer barulho algum, se afasta da porta, sai da casa e se atira do penhasco. Fim.


Conclusão: O marido se decepciona profundamente: a esposa havia procurado outro amor, o dele já não servia. Ele tinha certeza que ela já o havia amado. Isso significava, portanto, que o amor acabou e que ele não tem mais razão pra continuar vivendo.


Seria o amor um sentimento momentâneo, então?


Bem, até agora eu só apresentei minhas "teses". Detonem elas o máximo possível. Próximo post, a continuação dessa saga.

13 comentários:

mariana disse...

Uhhhhm, em essência, eu concordo com as teses. Eu acho que, se eu fosse o marido escolheria a 3, mas ninguém sabe. =x Gostei do jeito que você apresentou (com uma narração =D). Eu não costumo fazer isso, talvez porque minha narração é uma droga xD

Me deu vontade de escrever sobre amor agora. xDDDD Eu com certeza não poderia explicar meu ponto de vista em um só comentário.

Luiz Nihil disse...

Amor é o sentimento mais nobre da humanidade, totalmente incondicional, pra mim não existem tipos de amor, o que existe são intencidades diferentes, algo como amor de mãe e amor de "namorados". Este último pra mim é extremamente raro de acontecer, mas pode rolar.

Nada pior do que ouvir um "eu te amo" de uma pessoa que tu conhece a uma semana, quem diz isso pra mim é uma pessoa sem noção das coisas, não faz idéia do que isso significa e engana e sí mesma, isso me causa repúdia.

Minha opinião.

Seguindo este raciocínio, se o marido REALMENTE ama a esposa, deveria pedir o divórcio e deixa a adúltera ser feliz com o amante, mas não confunda amor com burrice, eu dava o flagrante nos dois e ainda espancava o maldito.

Depois deixava ela ir com ele EMBORA DA MINHA CASA, isso claro, se eu REALMENTE amasse a moça, porque se não amasse, dava um tiro em cada um, mas daí são outros 500.

Bolívar Escobar disse...

Nihil quase adiantou meu proximo post auahauhauahauha

Bianca Rie disse...

Eu concordo em parte com o que o Nihil disse, mas eu acho que existe tipos de amor sim. Eu acho que uma pessoa ama sua mãe e ama seu namorado de forma diferente, então são tipos de amor diferentes.

Se eu fosse o marido sairia de casa, voltaria no horário normalmente e depois pedia divórcio porque quem trai não ama, isso é o que eu penso =P

Rx2M disse...

mas tem q filmar pra ela levar menos no divórcio --
XD

Juciellen disse...

Sim sim....

a bia resumiu o q eu ia dizer q nao concordo na resposta do nihil...seria exatamente isso q os dois falaram entao ^^


e tb nao se pode esquecer o que o renato falou xD~

Bianca Rie disse...

"mas tem q filmar pra ela levar menos no divórcio --"

O assunto é amor e vc coloca bens materiais no meio -.-'

Fel disse...

"se para ele a felicidade da esposa era o que mais importava e ela era feliz naquele momento?? "
Não concordo e nem acredito nesse tipo de amor, amor é posse a gente não ama aquilo que a gene não tem, a gente deseja o que não tem é diferente
"Seria o Amor um sentimento momentaneo então?"
Claro que sim, como todo sentimento, a mor nenhum (exeto amor de mãe) é incondicional, o amor de uma pessoa por outra depende unicamente do que essa pessoa faz pela outra e vice-versa quando issod eixa de ser verdade o amor também deixa de ser verdade....
é isso que eu acho

Willyan disse...

devia manda pruma faculdadeessas teses Boli, ia da discussaum entre os carinhas q fazem humanas...xD

Fel disse...

Esse blog foi abandonado ???

Anônimo disse...

Tenho uma sugestão para o tema "Amor-Que diabos é isso?"

*Descongelando - caminho 4:*

O marido, sem fazer barulho algum, se afasta da porta, sai da casa e pensa. Pensa muitas coisas...
Um turbilhão de pensamentos lhe vem à mente. (Se atirar do penhasco é um deles) .
E percebe que tem parte da culpa do que aconteceu. Ele não a amava? Ela não o amava? De quem é a culpa?
Há culpados nisso? Fim.


Conclusão: Houve uma sucessão de decepções. Primeiro, ela se decepcionou, e ele não fez nada,
então ela fez. Arrumou um amante. Segundo, ele se decepcionou, mas já era tarde para fazer alguma coisa...
Porque ela já o havia feito.
Decepções profundas de ambos os lados, e a percepção (de ambos) de que haviam esquecido de viver. Mas isso
não significava, portanto, que o amor teria acabado e que ele não teria mais razão pra continuar vivendo.
Pois para ela o amor não havia acabado, ela o havia reencontrado.
Então ele parte para uma nova etepa em sua vida. Uma etapa em que aprendeu com seus erros e vai procurar
não mais repetí-los. (Qualquer semelhança com algo ou fato acontecido ou a acontecer, terá sido mera coincidência)


Seria então o amor um sentimento de contínua e incessante necessidade de renovação?

Tenho mesmo que me identificar?

Victor Troll disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Victor Troll disse...

Bom, apesar de no meu nome estar escrito troll, q para muitos é aquele q fala coisas sem sentido para gerar discussão, eu aqui vou expressar meus mais reais sentimentos...


Amor não existe. Esse negócio é pura invenção, pessoas vivem em função de uma outra do sexo oposto criando uma ilusão e gerando um sentido para a vida mais vazio do que a própria vida delas é. O mundo não da muitas chances de buscar um sonho acima disso portanto muitos inventam o sentimento e o tem como sentido de vida bloqueando, muitas vezes, outros antigos sonhos muito mais úteis e realizadores. Tanto ele não existe que se "acaba" facilmete, como por exemplo, na cena descrita por Bolivar, que não é uma cena rara (e todos os personagens, provavelmente, acreditaram realmente no amor algum dia). Não acredito em amor e acho que quem vive em função disso não consegue sair da mediocridade.

O que posso chamar de amor talvez é o que sinto pela minha mãe, pai e irmã, mais q fique claro q não é nada magico ou o sentimento mais PURO DA HUMANIDADE, e sim o fato da própria natureza e convivência terem gerado esse sentimento.