2.10.2008

Amor - Que diabo é isso? [2]



Gorgulhos. Estava desenhando os rabiscos do próximo post quando me lembrei que preciso terminar a saga do marido traído. Bem, vamos lá.




O amor seria um sentimento egoísta?


Sim. Se uma pessoa ama a outra, ela quer que, primeiramente, essa outra pessoa esteja ao seu lado. Esse é o objetivo número 1. Se ela ficará feliz ou não, isso se arranja depois, com aquele velhinho desgraçado chamado "tempo".


É impossivel amar uma pessoa e deixá-la com outro, se ela é feliz. O amor precisa satisfazer mutuamente ambos os lados: os dois parceiros precisam ser egoístas.


É claro, isso refere-se ao amor entre casais.


Amor fraternal existe?


Se muitos gostam de se referir à uma amizade forte como "amor", então podemos dizer que sim.


Mas, no momento em que aceitamos que o amor é egoísta, não podemos chamar uma amizade de "amor". Duas pessoas podem ser muito amigas, companheiras de batalhas e tudo mais, mas não precisam necessariamente se desejar.


Então, amor fraternal não existe. A amizade, sim.


Amor de mãe existe?


Ah, eis um clássico: podemos classificar o que uma mãe sente por um filho como... amor?


Muitos dizem que a mãe ama os filhos independente das circunstâncias. Mas eu me lembro daquelas notícias em que "bebê é encontrado numa sacola no lago", ou "bebê é encontrado no lixo". Já outras notícias comunicam acontecimentos em que uma mãe coloca em risco de morte a própria vida para salvar o filho, como aquela em que um leopardo (ou outro felino genérico) foi encarado por uma mãe para que seus filhos tivessem tempo de fugir. Chocante, não?


Como explicar isso? Como pode esse tal de "amor" se manifestar de formas tão diferentes nas mesmas situações?


A ciência explica. O amor de mãe nada mais é do que um instinto que visa a sobrevivência e perpetuação da espécie. É algo entranhado no DNA humano há séculos. No caso das mães que se desfazem dos filhos, o mecanismo do "amor" é soterrado pelo da "sobrevivência": ter um filho sem condições para criá-lo poderia acabar matando tanto a própria criança quanto a mãe. Por isso a atitude.


Já na outra situação a mãe vê nos filhos ela mesma, seu sangue, seus genes. O fato deles morrerem significa uma parte dela que morre tambem. Por puro instinto, ela luta visando a perpetuação de seus genes.


O que é o contrário do amor?


A indiferença. Amar é querer, a indeferença é não estar nem aí.


"Mas e o ódio?"


O ódio é o um dos sentimentos mais próximos ao amor, pois a existencia dele significa que você ao menos sente algo. A indiferença é não sentir nada.


O amor, de um modo geral, é um sentimento bom?


Depende muito. Analizando o que já vimos até agora, o amor se mostra ambíguo, cheio de facetas.


Dá pra viver sem amar?


Não. É por ser um sentimento egoísta e tão poderoso que o amor torna-se algo inerente ao ser humano.


Amar não é simplesmente "gostar". É batalhar por algo, por querer esse algo. "Eu luto por que eu amo" é uma frase errada. O certo seria dizer que "Eu amo por que eu luto".


Sim, é uma árvore em chamas alí encima. dependendo dos comentários eu faço um terceiro post sobre isso.

5 comentários:

Moosie disse...

Fico muito bom, mesmo. E eu concordo plenamente sobre o amor de mãe. Mas não acho certo sobre aquelas que "botam" seus filhos fora.

Continua sim, por favor...

beijo Kika

Bianca Rie disse...

Sinto muito, mas vou ter que fazer uma critica.
Na primeira parte você foi um tanto precipitado, você esqueceu que o ser humano é uma caixa de surpresas. Então o que você diria daquelas pessoas, que mesmo amando, deixam a pessoa amada viver com quem a deixa feliz?

A parte do amor fraterno e materno, eu não tenho nada a comentar.

Continue sim :D

Luiz Nihil disse...

Eu acho que quando tu fez este texto, estava pensando totalmente diferente de quando fez o primeiro. Antes tu pergutava e dava alternativas, neste tu simplesmente "impoe" teu ponto de vista, não digo que é errado, apenas diferete. Agora o que eu acho...

Amor é um assunto complicado demais, se discutirmos isso teremos longas horas pela frente. Amor fraternal seria entre irmãos, não entre amigos, sobre isso não posso opinar, pois tenho apenas um irmão paterno que mora longe. Amor entre amigos sim, disso posso falar muito bem, possuo em torno de 5 amigos que eu realmente amo. Faria tudo ao meu alcance por eles, tudo mesmo. Amor de mãe, na minha opinião é indiscutivel, mãe que é mãe ama incondicionalmente o seu filho, essas que jogam o seu filho em um lago geralmente sofrem de depressao pós parto e até perante a lei são tratadas de maneira especial, o chamado infanticidio, que só uma mãe pode cometer, algumas horas após o parto. As que não ligam para os filhos, tem uma especie de doença, são como cães, que não reconhecem o ser como sua cria após três meses separados.

O sentimento contrério ao amor é mesmo a indiferença, com toda certeza, a pior coisa do mundo é "levar um gelo". Leia "A caricia essencial", de Roberto Shinyashik, ele mostra como seres que recebem choques e maus tratos, são mais desenvolvidos que os que nem atenção tem.

Deixei a parte do amor egoísta por último porque é a parte mais polêmica. Como a Bianca falou, não podemos generalizar, o ser humano é muito complexo e se mostra de diferentes maneiras, eu acho que quem ama, ama incondicionalmente, pra mim o amor é único, não existem tipos de amor e sim intensidades diferentes, quem ama, quer a pessoa amada pra sí, mas se não puder, quer ve-la feliz de qualquer maneira, mesmo que seja longe e com outra pessoa.

Minha opinião é essa, se quizer continuar, estarei aqui comentando, mesmo tu sendo um maldito PH dos infernos que não merece. =D

Mariana-chan disse...

Considera essas afirmações bem osadas, por serem realmente diretas e confiantes. Eu tenho de concordar com elas, apesar disso. Amor e ódio são muito próximos, às vezes podem até ser consequência um do outro. Eu realmente gosto de ler romances que interligam tais sentimentos, geralmente pelo seu mistério. Se eu fosse avaliar mais precisamente, eu pediria mais argumentos e menos certezas.

Até eu opinar daria um texto imenso, deixo parar por aqui.

Fernanda disse...

Caramba Boli vc devia mesmo fazer é jornalismo ou virar escritor olha que legal vc escreve realmente bem, gostei muito

sobre o amor fraternal eu tenho uam coisa a falar, o amor que eu tenho pelo meu sobrinho não é um amor de mãe e nem um amor de casal pois eu não o desejo mas é amor e é um tipo de amor que não se pode explicar, mas eu posso te afirmar com toda certeza que é o tipo de amor mais puro que existe e o maior tb é um amor que me torna pequena e que não me torna egoista.

É isso acho que vc devia continuar sim tah bem legal...