7.09.2008

Canhão de plasma

Foi numa terça feira, por volta das 11 e meia da manhã. É importante tambem lembrar o ano: 1411. Sim, antes dos homens descobrirem que o mundo é uma bola.

E, com o perdão do trocadilho infame envolvendo anatomia masculina, não um "saco", como pregava a igreja católica na época.

Zurique, atual capital da Suiça, na época, era um local bastante populoso, apesar dos constantes conflitos pela unificação do país e da barulheira que seus vizinhos escandinavos costumavam fazer.

Enfim, tirando as "thunderstorms" - fenômenos climáticos violentos que até hoje inspiram bandas de Metal ao nomearem seus álbuns, Zurique era um amável lugar, não apenas para viver, mas também para alugar uma casa de campo, se preferir, ou ainda era um ótimo local para jogar golfe.

Naquela linda paisagem nórdica vivia um sujeito chamado Klaus

Ele dormia e cagava num barraco no alto do Morro da Guampa, o beco mais violento daquela bosta de cidade.

Ele vivia feliz numa bela casa no alto das Colinas Sagradas, a porção mais tranquila e jovial daquela magnífica metrópole.

Exemplo de antítese acima. Considerem apenas a primeira opção.

Klaus Agamabatov Vladkakoff Von Rabamatatov era seu nome, sendo que "Rabamatatov" significa "chupador de pica" num dialeto filipino e "enrabado pela mãe" num idioma paquistanês. Ele obviamente não sabia desses detalhes.

Nesse dia Klaus levantou cedo quando sentiu seu cachorro Jaules lambendo e bufando em suas bolas enquanto tentava enterrar um osso alí. Enfurecido, nosso herói chutou o animal pro lado e caiu da cama.

Recuperando sua pose, cambaleou até o banheiro, onde resgatou seu irmão mais novo, João, de dentro da privada.

Chegando na cozinha, Klaus viu que sua mãe chorava. Ignorando, bebeu um copo de leite, uma xícara de chá, uma caneca de vitamina de abacate, um copo de suco de açaí, um pires de óleo de fígado de bacalhau, um copo de chá gelado, uma cuia de chimarrão, uma xícara de café expresso e um balde de urina.Klaus bebia muito pela manhã, pois tinha sudorese descontrolada e suava muito durante a noite.

Passados os primeiros momentos de seu dia feliz, Klaus deu uma olhada em sua agenda para descobrir o que caralhos iria fazer então:

1 - Trabalho;

2 - Almoço;

3 - Trabalho;

4 - Aula de origami;

5 - Besteirinhas;

6 - Dormir;

Achando tudo muito complicado, jogou a agenda dentro do liquidificador ligado e resolveu sair para um passeio no bosque.

Passando perto de uma árvore oca, Klaus ouviu miados. Sua capacidade intelectual disparou na hora e, após 15 minutos de reflexão, Klaus disse:

- Devem ser gatos.

Rapidamente, o jovem enfiou sua mão dentro do buraco no tronco da árvore e sentiu uma mordida. Havia um gremlin lá dentro e logo Klaus percebeu que os miados não vinham dalí, mas sim da copa da árvore.

Colocando um gancho no local onde antes estava sua mão, Klaus tombou sua cabeça para trás, formando um ângulo de 70 graus, e viu um saco de pano pendurado num galho.

Após bolar uma estratégia, o desgraçado tirou os cadarços dos seus tênis, fez uma pequena corda e amarrou sua mão decepada na ponta. Após conseguir suficiente aceleração centrípeta girando seu novo brinquedo, ele o arremessou em direção ao saco e conseguiu agarrá-lo, pois ainda restavam alguns impulsos nervosos em sua mão.

Abrindo o saco, uma surpresa:

Gatos.

Baseando-se nas características mais marcantes de cada gatinho, Klaus deu nome a eles:

Bigodinho, Escopeta, Maionese, Alicate, Fogo no Rabo, Tetudo, Pão com Ovo, Sailor Moon.

Tomado por um sentimento de amor e soliedariedade, Klaus colocou os gatinhos dentro da calça e decidiu levá-los até sua casa. No caminho, foi pensando em quais pratos da culinária Suíça ele poderia preparar usando-os.

Chegando em seu cafofo, desviou dos cadáveres da sua família e foi até o quarto brincar de Godzilla com seus novos amiguinhos.

Após meia hora de pura diversão (Alicate morreu), Klaus paroue pensou: "cadáveres"?? Parando na hora, deu uma voadora com os dois pés juntos na porta do seu quarto, arrombando-a, e realmente comprovou ao olhar o chão da sala: sua familia inteira havia sido assassinada.

Para ter certeza do que via, Klaus contou os corpos: sua mãe, seu irmão menor, sua prima, seu cachorro, seu pai e um ninja que o olhava ameaçadoramente. Todos estavam imóveis, exceto o ninja, e isso, de certa forma, chamou a atenção de Klaus.

O assassino profissional, num salto, avançou em direção ao rosto do nosso herói que, berrando, dobrou sua coluna para trás, descrevendo uma parábola e assim desviando do golpe. O ninja, com toda energia cinética sendo desperdiçada num salto impreciso, acabou atingindo o lustre.

- O lustre não! - Gritou Klaus, sacando seu par ne nunchakus.

O ninja soltou um peidinho e avançou novamente, pisoteando o corpo de Jaules. Sacando sua adaga milenar em chamas, agitou o braço, golpeando o rosto de Klaus, o qual foi defendido por um giro de nunchakus eletrocutados.

O resultado disso foi a abertura de um vortex temporal que trouxe à casa de Klaus uma miniatura azul-esverdeada em acetato (20% acrílico e 80% acetato) da estátua da liberdade que andava, tinha luzes na cabeça e falava francês (sem sotaque).

Ignorando o evento, os dois continuaram se puxando os cabelos até que o ninja caiu do penhasco. Feliz, Klaus sentiu-se vingado e começou a pensar no que iria fazer agora que estava sozinho no mundo.

Começou indo até a geladeira, pegando um suco e tomando, pois tinha se mijado durante a luta e precisava repor o líquido.

Depois, foi até o computador e colocou no nick do MSN a palavra "ausente": Klaus decidiu viajar para o Oriente e treinar para se tornar macho.

Eis a lista de coisas que Klaus colocou em sua mala: gasolina, fósforos, os gatos e iogurte. Ele queria se tornar um mestre em pirotecnia e queria usar essa habilidade para lutar, criando assim um novo estilo somente seu. Klaus teve uma ereção quando se imaginou lutando usando fogo.

Para ir até o tibet - seu destino primordial, o imbecil decidiu pegar o trem que saía de Moscou, atravessava a Russia e parava em Vladivostok - um cu de cidade que fica perto da China. Klaus comprou as passagens e foi. Como um lobo solitário.

Sete anos depois, Klaus finalmente chegou. Em Moscou. Dalí ele pegaria o famoso trem e então daria inicio à sua jornada. O cobrador perguntou "cadê a passagem", e Klaus amigavelmente apertou seus mamilos.

O cobrador, que se chamava Evans, ficou puto e decidiu se vingar. "No meio da viagem vou preparar uma surpresinha pra ele... hihihihihi... vou ser seu pior pesadelo hihihihi..."

A viagem inteira foi tranquila para Klaus, apesar de suas cuecas terem sumido todas. Ele passou a não usar mais cuecas.

Chegando em Vladivostok, nosso herói seguiu seu caminho rumo ao tibéte montado numa cabra. No caminho, encontrou um vendedor de uvas que tatuou uma caveira em sua testa, como sinal de amizade.

Três anos depois, Klaus finalmente chegou no tibet, mas sem energias para treinar. Um monge viu o estado do rapaz e o jogou no lixo.

5 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Capitão xD
Belo texto, realmente ^^
Tô com dó do coitado do... Klaus? '-'
Monge malvado >D

Lucas disse...

BINO, É UMA CILADA!

Saaah disse...

ah eu não acredito que li isso x_x

Bianca Rie disse...

caramba, esse post é muito grande. Sério. Já abri umas 5~10 vezes para tentar terminar de ler mas nunca consigo x__x

Antonio Edison disse...

Já eu nao consigo ler apenas um. Sim, eu estou comentando num post aleatório. Tal comentário pode chegar a nunca ser lido a não ser por arqueólogos no futuro, que poderão considerar a internet um meio arcaico de comunicação. Analisando esse comentário, eles poderão claramente dizer "oh! existiam seres humanos em 2009"

Mas isso logicamente não tem importância. Vim dizer que curti a historinha e me questionar porque eu nao penso em nada tao criativo assim para meu próprio blog. É logico que roubarei suas idéias. Tchau abraço