9.12.2008

Eu sobre mim

Oi. Eu sou o Boli. Bolívar Teston de Escobar. Sim, é o meu nome mesmo e eu não trafico drogas. Não sei por que algumas pessoas acham estranho o meu nome. Eu gosto. Jamais vou fazer alguma modificação nele, por que tem gente que adere à essa frescura de colocar apelido no meio do nome ou mudar o sobrenome por que lembra algo malicioso. Pensei já em como ficaria engraçado meu nome seu o mudasse pra "Artaxerxes", mas aí eu estaria claramente avacalhando comigo mesmo.

Falando em nomes, o nome que eu vou colocar no meu filho -se eu tiver um, vai ser Gilgamesh. Acho esse um nome perfeito. É o nome do "Rei dos Reis". Gilgamesh é o protagonista da "Epopéia de Gilgamesh", o livro mais antigo encontrado pelo homem (2.200 antes de Cristo). A história dele é bem legal: Gilgamesh é um cara um terço homem e dois terços Deus. Quem quiser saber mais, leia. Eu recomendo. Dá pra achar fácil na internet, mas só em inglês, acho.

Traduções em português não são muito boas. Perde-se muita riqueza de detalhes. Palavrões traduzidos do inglês para o portugues, por exemplo, ficam ridículos. "Motherfucker" é sempre traduzido como "filho da puta", quando a tradução literal é algo como "fodedor da mãe". Estranho, né? Ninguém xingaria alguém de "fodedor de mãe" aqui no Brasil. "Motherfucker" carrega um significado que apenas pessoas que tem em sua mente a lingua inglesa entranhada podem entender.

Se bem que agora eu decidi aprender alemão. Deve ser muito massa xingar alguém em alemão. Tipo, é uma língua pesada, arrastada. Feita pra xingar. E pro metal medieval. Metal ao som de um vocal alemão fica jóia. Uma banda que eu gosto muito chama-se In Extremo e ela é desse estilo - e com gaita de foles! Eu sempre me inspiro ouvindo as musicas deles. Foi nessa banda que eu busquei inspiração para batizar o meu computador: "Máquina de Matar".

Aliás, eu defino qual música é boa e qual é ruim pelo grau de inspiração que eu consigo obter através dela. Como se fosse uma mistura maluca entre o ritmo e a letra, quando eu sei a letra. É muito mais simples do que parece, aposto que a maioria das pessoas pensa assim. Por exemplo, eu tenho um personagem chamado Eric. Ele está na história de "Seven", um mangá que eu estou escrevendo. Ok, tentando escrever. Eric Theodoric Sieglinde. Ele tem esse nome por causa do "Eric, o Vermelho": um viking muito louco que foi exilado numa grande ilha e acabou tomando posse dela - a atual Groenlândia.

Enfim, é impossivel, pra mim, pensar no Eric e não pensar em AC/DC. Qualquer música do AC/DC lembra o Eric, é muito o estilo dele, os gestos dele, as cagadas dele. Isso me inspira de verdade. E o mais legal é que, como o personagem é meu, eu posso associar ele á banda que eu quiser, e cada personagem meu lembra uma banda que eu gosto. Não vou citar todos por que isso seria encheção de saco. Mas fica a dica: se inspirar ouvindo música faz bem. Aind mais eu, que sou um protótipo de designer e preciso de inspiração.

É, sou o Boli, gosto de canjica e curso Design Gráfico na UFPR. Isso não faz de mim alguém especial. Quero dizer, o fato de gostar de canjica. Talvez estudar na UFPR seja o diferencial, até o momento em que eu menciono o curso: Design Gráfico. Ninguém sabe que picas faz um designer gráfico - nem os próprios designers sabem o que fazer direito. Mas é o curso mais legal do mundo, isso eu garanto.

Eu só tenho colegas legais. Sei lá, não tem um que eu lembre e diga "putz, esse cara é um porre". Tem sempre algo nos meus colegas que diferencia eles. As vezes eu me pergunto "puxa, como pode tanta gente estranha se reunir no mesmo curso?", e então a resposta vem como um raio: ninguém em sã consciência faria design gráfico. As pessoas normais preferem cursos normais.

Eu moro numa mansão mal-assombrada. É como se fosse: a Casa do Estudante é enorme e escura e também tem gente estranha vivendo nela. Mas eu simplesmente me sinto feliz nesse lugar. O bacana é que tem café da manhã de graça e uma biblioteca. Eu gosto muito de bibliotecas. Outro fator importante é que eu moro com dois amigos que estão entre os caras mais fodas que eu já conheci. A gente briga e se cutuca bastante, mas no fundo eles sabem que estão na minha tripulação e têm que respeitar o capitão. Hoho.

Ah é, eu tenho uma tripulação pirata. A gente vai ser bem poderoso no futuro, por que simplesmente esse planeta caminha rumo à merda e o único jeito de sobreviver vai ser virando pirata. Eu já estou sendo esperto e estou pegando as pessoas mais legais pra fazerem parte da minha tripulação. Depois eu dou um jeito de conseguir um navio. Voador, de preferência. Por hora, estou desenvolvendo uma Jolly Roger (a caveira de pirata). O que me deixa mais feliz é que a tripulação não pára de crescer e tem só pessoas incríveis (e eu) nela.

Mudando de assunto, todo sábado de manhã eu lavo a louça de umas 300 pessoas. Bacana, né? Aqui na Casa do Estudante, cada morador tem que trabalhar em um setor - e eu lavo a louça do café da manhã de sábado. Lavar a louça é um momento de reflexão. É um tempo ótimo pra se pensar na vida. É só eu e a água. A louça é detalhe no universo de pensamentos que se cria.

Eu também gosto de escrever. Mas só escrevo merda. Queria ter a habilidade que algumas pessoas tem de escrever coisas legais, mas é difícil. O nome delas ta alí do lado, na lista de Wanted.

Agora vou nessa comer um doce de goiaba aqui por que deu vontade.

"Marcel: Sonhei contigo.
Eu: Ah, que bacana. Conta aí.
Marcel: Sonhei que você morria.
*Silêncio*
Eu: Fiquei curioso agora... como foi minha morte?
Marcel: Você sendo devorado. De dentro pra fora. Por uma tênia gigante. Ela se enrolava em você e no final só sobrava uma massa disforme de pele, ossos e cretinisse.
Miquéias: Ah mas ficou igual então."

6 comentários:

Saaah disse...

háááááá! pelo menos não tem que lavar as cuecas dessas 300 pessoas ;P

sonhei contigo, e não, tu não morreu :P

Meela disse...

Espero estar nessa tripulação, viu, pombolívar? u_ú

e eu ri muito da sua cara agora, com essa história da louça. Haha! [aponta e ri]

Bianca Rie disse...

Lavar louça é muito fácil, que injustiça com as outras pessoas que fazem os trabalhos mais pesados (tipo essa das cuecas xD)

;*

Roane disse...

eu também já sonhei contigo. váaaarias vezes, aliás.
e voce nunca morreu *.*
ninguem seria louco o bastante pra te matar no meu sonho. Eu comeria viva a pobre alma que se atrevesse ^^D

Luiz Nihil disse...

Ja te disse, espera eu ficar rico que a caravela eu providencio. ;D

Júlia disse...

não faça isso com seu filho.















...

ah, eu também quero aprender alemão. não necessariamente para xingar, mas nos últimos tempos também tenho pensado em morar lá um dia se a vida me permitir.. porque esse lugar me cansa, pela gente, pela falta de ordem, de caráter, de justiça. e todas as pessoas que já pisaram na alemanha a descrevem como um lugar melhor.
mas também quero aprender francês :D posso xingar em alemão e paquerar em francês. por enquanto faço latim, daí posso pagar de intelectual mesmo.

sua vida parece no mínimo muito divertida e interessante :) é difícil encontrar alguém que goste tanto do curso e das pessoas dele, do lugar que mora, que até mesmo não se incomode em lavar 300 mil louças. e eu gosto do jeito como você escreve.